Bíblia fundida a um metal é encontrada nos escombros das Torres Gêmeas

Bíblia fundida a um metal é encontrada nos escombros das Torres Gêmeas – Saiba o que está escrito!

Rio de Janeiro – 19 set, 2016 – Nos escombros das Torres Gêmeas, foi encontrada uma Bíblia fundida a um bloco de aço. São visíveis apenas alguns versículos, que dão uma poderosa lição divina.

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Esta história foi conhecida há pouco tempo atrás, mas começou a circular após o 15º aniversário do 11 de setembro de 2001. Em 30 de março de 2002, enquanto os bombeiros ainda estavam trabalhando incansavelmente para remover os escombros, um deles fez esta descoberta bastante notável: a bíblia fundiu-se com um bloco de aço. O livro sagrado, que se tornou um com o metal, foi aberto no Sermão da Montanha. O bombeiro avisou ao fotógrafo Joel Meyerowitz, que trabalhava no local.web-bible-found-9-11-memorial-museum-you-tube-2-1

Quando Joel Meyerowitz recebeu o objeto, foi fortemente tocado pela passagem onde a Bíblia estava aberta: “Ouvistes o que foi dito:  Olho por olho e dente por dente ; Mas eu vos digo que não resistais ao mal; mas se alguém te bater na face direita, você dê a ele a face esquerda”.

Em 2012, Joel Meyerowitz entregou o objeto para o Museu da Memória de 11 de Setembro, no qual é exposto tal como foi encontrado.

NEW YORK, NY - SEPTEMBER 25: Pope Francis walks in the Historic Exhibiion hall of the 911 Museum Memorial with dignitaries including Cardinal Timothy Dolan and Former New York City Mayor, Michael Bloomberg and looks at a New Testament bible fragment found in debris of the South Tower on September 25, 2015 in New York City. Pope Francis is on a six-day trip to the United States, which includes stops in Washington DC, New York and Philadelphia. (Photo by Carmine Galasso-Pool/Getty Images)
Fonte: 

https://augustobezerra.wordpress.com/2016/09/19/biblia-fundida-a-um-metal-e-encontrada-nos-escombros-do-11set/

Palavra do Bispo

Agosto de 2016 01/08/2016
Estimados irmãos e irmãs;
A paz esteja convosco!

1. Chegado o mês de agosto proponho-me vos falar sobre a Assunção de Maria, uma das verdades (dogmas) da fé cristã e católica. Acerca de Maria são quatro as verdades contidas em nosso credo, também celebradas na liturgia. No Natal comemoramos o nascimento humano de Jesus Cristo, Deus feito homem. Professa nossa fé que Maria conservou intacta virgindade ao dar à luz o Autor da vida. A virgindade antes, durante e depois do parto surge como consequência de prerrogativa ainda maior, isto é, da graça de ser Mãe de Deus, mistério celebrado a 1º de janeiro. Os outros dois dogmas marianos são a Imaculada Conceição, comemorado a 8 de dezembro e a Assunção corpórea de Maria ao céu, festejada a 15 de agosto.

2. Pio XII proclamou o dogma da Assunção no dia 1º de novembro de 1950, solenidade de todos os Santos. Se a proclamação do dogma é recente, a devoção a Nossa Senhora Assunta integra a piedade popular desde os primórdios da Igreja. Nos primeiros séculos celebrava-se a “dormição” de Maria, cercada de muitas lendas, algumas até com cunho evidentemente herético. Entretanto, nenhuma dessas celebrações separava Maria de seu Filho glorioso. A celebração chamava-se também “Trânsito de Maria”, e já então divergiam as opiniões sobre a morte ou não morte da Mãe de Jesus. Essas celebrações eram cercadas de muito carinho, sobretudo numa fértil e impressionante imaginação sobre os modos como Jesus teria vindo buscar sua Mãe e quem vinha em companhia dele para levar Maria aos céus. Forte foi o papel popular na elaboração da primeira compreensão da Assunção de Maria ao céu.

3. Já no século V temos documentos da festa da Assunção no dia 15 de agosto, sempre enumerada junto com as festas marianas da Natividade, da Apresentação, da Anunciação e da Purificação de Maria. Por ocasião destas comemorações, os Santos Padres pronunciavam suas homilias marianas, fixando assim, através dos séculos, uma doutrina teológica que, seguramente, foi sustentada, alimentada e celebrada pela piedade popular. Papa Pio XII, na Constituição Apostólica Munificentissimus Deus (Deus generosíssimo) para a declaração do dogma, lembra que “nas homilias e orações para o povo na festa da Assunção da Mãe de Deus, os Santos Padres e os grandes doutores falavam de uma festa já conhecida e aceita. Com a maior clareza a expuseram; apresentaram seu sentido e conteúdo com profundas razões, colocando especialmente em plena luz o que a festa tem em vista: não apenas que o corpo morto da Santa Virgem Maria não sofrera corrupção, mas ainda o triunfo que ela alcançou sobre a morte e a sua celeste glorificação, a exemplo de seu Unigênito Jesus Cristo”.

4. Um desses Santos Padres, sempre citado, inclusive pelo próprio Papa Pio XII, é São João Damasceno (650-750). É dele o famoso texto: “Convinha que aquela que guardara ilesa a virgindade no parto, conservasse seu corpo, mesmo depois da morte, imune de toda a corrupção. Convinha que aquela que trouxera no seio o Criador fosse morar nos tabernáculos divinos. Convinha que a esposa, desposada pelo Pai, habitasse na câmara nupcial dos céus. Convinha que, tendo demorado o olhar em seu Filho na cruz e recebido no peito a espada da dor, ausente no parto, o contemplasse assentado junto do Pai. Convinha que a Mãe de Deus possuísse tudo o que pertence ao Filho e fosse venerada por toda a criatura como mãe e serva de Deus”.

5. De tudo o que até o presente se disse e se escreveu sobre a Assunção de Maria ao céu, podemos extrair orientações precisas para nossa vida cristã. Em primeiro lugar a Assunção como coroamento da luminosa vida da Mãe de Deus. Com efeito, na assunção contemplamos Maria admitida à glória do céu. Glória reservada a todos os que pertencem a Cristo (cf. Gl 5,24). A esperança da ressurreição final, plenitude da existência humana e cristã, aparece já cumprida em Maria. Dito de forma muito simples, podemos afirmar que Maria já passou pela ressurreição que nos aguarda. Como criatura, coparticipante da nossa humanidade, Maria foi ressuscitada por Deus, assim como nós cremos ser no dia da eternidade. De fato, no Credo dizemos crer na ressurreição da carne.

6. Depois, precisamos ver neste mistério o sinal do amor divino chamando-nos ao significado da união com Cristo. A assunção é coroamento da vida de Maria intimamente unida ao Filho. Na união com Cristo está a razão da nossa esperança. Esperança futura que transforma o presente. Conservando o olhar em Deus, Maria fez-se terreno fértil à ação da Graça. Antes de ser assunta no corpo, Maria se elevou no coração. Seu modo de experimentar a existência humana nos dá perfeita descrição do convite feito em cada celebração eucarística: “Corações ao alto!” Com o coração elevado na sintonia que promove comunhão plena com a vontade de Deus, Maria se mostra pedagoga do gênero humano, também vocacionado a seguir a verdade e crescer em tudo naquele que é sua cabeça, Cristo, o Senhor (cf. Ef 4,15).

7. Por fim, cumpre notar que o Concílio Vaticano II desenvolveu o aspecto eclesiológico e escatológico deste dogma. A glorificação de Maria torna-se sinal para todo o povo de Deus a caminho. Povo sustentado pela segurança e pela esperança de que a promessa de “vida nova” em “novos céus e nova terra” irá se realizar como já se realizou em Maria. A Assunção de Maria é apresentada como estímulo e ponto de referência para todos nós que caminhamos rumo à perfeição em Deus. “Assim como no céu, onde já está glorificada em corpo e alma, a Mãe de Deus representa e inaugura a Igreja na sua consumação no século futuro, da mesma forma nesta terra, enquanto aguardamos a vinda do Dia do Senhor, ela brilha como sinal da esperança segura e consolação diante do Povo de Deus em peregrinação” (Lumen Gentium, 68). Com alegria celebremos a solenidade da Assunção de Maria, no Brasil, transferida para o domingo, 21 de agosto.

Que por sua intercessão perseveremos na esperança e cresçamos na caridade. Por suas preces todo o povo fiel de nossa Diocese seja abundantemente abençoado por Deus.

Francisco Javier Delvalle Paredes
Bispo de Campo Mourão

Muçulmanos franceses rezam com católicos pelo padre francês assassinado

Médicos, catedráticos, empresários, artistas, “muçulmanos de fé e de cultura”, apelaram à “batalha cultural contra o islão radical”

Numerosos muçulmanos manifestaram hoje, cinco dias após o assassínio de um padre em França por dois combatentes islamitas, solidariedade e dor, assistindo a missas ao lado dos católicos ou em artigos nos jornais.

Mais de 100 muçulmanos assistiram hoje à missa na catedral de Rouen, no norte de França, onde dois extremistas islâmicos de 19 anos degolaram o padre Jacques Hamel, de 85 anos.

“Agradeço-vos em nome de todos os cristãos. Desta forma, estão a afirmar que rejeitam a morte e a violência em nome de Deus”, afirmou o arcebispo de Rouen Dominique Lebrun.

A missa contou com a presença de cerca de dois mil fiéis.

O principal imã de Nice (sudeste de França) Otaman Aissaoui liderou uma delegação de uma dezena de fiéis, homens, mulheres e crianças, à missa naquela cidade, onde um extremista muçulmano conduziu um camião contra a multidão, que festejava o dia de França, matando 84 e ferindo 435 pessoas, incluindo muitos muçulmanos.

“Permanecer unido é a resposta a ato de horror e barbarismo”, disse.

A igreja de Notre Dame, em Bordéus (sudoeste) também recebeu uma delegação muçulmana, liderada pelo principal imã da cidade Tareq Oubrou.

Todos responderam a um apelo inédito do Conselho francês Muçulmano (CFCM).

“Devemos responder à interpelação da sociedade francesa que nos pergunta ‘quem sois vós? o que fazeis?’, de acordo com um manifesto de cerca de quatro dezenas de muçulmanos, publicado no Jornal de Domingo. O artigo lembra que “atualmente os muçulmanos de França são 75% dos franceses” e devem assumir o seu lugar na sociedade.

Médicos, catedráticos, empresários, artistas, “muçulmanos de fé e de cultura”, apelaram à “batalha cultural contra o islão radical”, que seduz uma franja da juventude, enquanto “o risco de fratura entre os franceses é cada vez mais importante”.

Os autores sublinharam a necessidade de reorganizar o islão da França que “não tem qualquer influência nos acontecimentos”, uma preocupação manifestada também pelo primeiro-ministro francês, Manuel Valls.

No mesmo jornal, Valls considerou que se “o islão encontrou o seu lugar na República”, é “urgente construir um verdadeiro pacto” com esta religião, a segunda em França.

É preciso “rever algumas regras para estancar os financiamentos externos” do culto muçulmano e “aumentar, em compensação, as possibilidades de conseguir fundos” em França.

Fonte  http://www.dn.pt/mundo/interior/muculmanos-franceses-rezam-com-catolicos-pelo-padre-frances-assassinado-5315501.html

Celebração Franciscana ….

Celebração Franciscana de 1 ano da Encíclica Laudato Si’

Há um ano, no dia 18 de junho de 2015, o Papa Francisco lançou sua histórica Carta Encíclica Laudato Si’, que nos inspira a cuidar da Nossa Casa Comum em todas as suas dimensões. Em uma perspectiva sistêmica e integrada, o Papa Francisco estabelece uma “relação íntima entre os pobres e a fragilidade do planeta, retomando o tema da economia e da política, que devem servir ao bem comum e criar as condições de uma plenitude humana possível”.

 Devido a importância desse documento, a Conferência da Família Franciscana do Brasil, através de representantes das Ordens, Congregações, Institutos e Movimentos que vivem a espiritualidade franciscana no Brasil, assumiu a Encíclica como compromisso de trabalho para este quadriênio durante sua XVII Assembleia Geral Ordinária, ocorrida em São Paulo no mês de agosto de 2015.

 Assim a CFFB e o SINFRAJUPE convidam toda Família Franciscana do Brasil a participar da Semana Laudato Si’. Entre os dias 12 e 19 de Junho acontecerá uma grande celebração internacional para refletir sobre a mensagem da Encíclica e tomar medidas para trazê-la para nossas vidas. Além disso, será realizado um programa deAnimadores Laudato Si’ que fornecerá ajuda para colocar a Encíclica em ação nas comunidades locais.

 A difusão e a prática dos ensinamentos contidos na Encíclica são fundamentais para uma mudança cultural e sistêmica, buscando uma conversão ecológica que combata a atual crise sistêmica. Animem suas fraternidades e comunidades para se juntarem a toda Fraternidade Universal no Cuidado da Nossa Casa Comum, ouvindo tanto o grito da terra quanto o grito dos pobres.

 Fraternalmente,

Frei Éderson Queiróz

Presidente da CFFB

Para maiores informações, acesse: http://laudatosiweek.org/pt-pt/

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Aparições de Nossa Senhora …

O acontecimento de Fátima

 

«Graças ao coração misericordioso do nosso Deus, que das alturas nos visita como sol nascente» / Lc 1,78

Fátima acontece como uma irrupção da luz de Deus nas sombras da história humana. Na alvorada do século XX, ecoou, na aridez da Cova da Iria, a promessa da misericórdia, recordando a um mundo entrincheirado em conflitos e sôfrego de uma palavra de esperança a boa nova do evangelho, a boa notícia de um encontro prometido na esperança, como graça e misericórdia.

«Não temais. Sou o Anjo da Paz. Orai comigo.»

É com um convite à confiança que se inaugura o acontecimento de Fátima. Percursor da presença da luz de Deus que dissipa o medo, o Anjo anuncia-se por três vezes aos videntes, em 1916, com uma convocação à adoração, atitude fundamental que os há de predispor para acolher os desígnios da misericórdia do Altíssimo. É esta convocação ao silêncio habitado pela presença transbordante do Deus Vivo que se vê espelhada na oração que o Anjo ensina às três crianças: Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos.

Prostrados por terra, em adoração, os pequenos pastores compreendem que ali se inaugura uma vida renovada. Da humildade da prostração de toda a sua existência em adoração há de brotar o dom confiante da fé de quem se faz discípulo, a esperança de quem se sabe acompanhado na intimidade da amizade com Deus, e o amor como resposta ao amor inaugural de Deus, que frutifica no cuidado pelos outros, particularmente pelos que se colocam à margem do amor, pelos que «não creem, não adoram, não esperam e não amam».

Ao receberem do Anjo a Eucaristia, os pastorinhos veem confirmada a sua vocação a uma vida eucarística, a uma vida feita dom a Deus pelos demais. Acolhendo, pela adoração, a graça da amizade com Deus, são comprometidos, pelo sacrifício eucarístico, com a oferta total das suas vidas.

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«Quereis oferecer-vos a Deus?»

Em maio de 1917, a Senhora cheia de graça anuncia-se transbordando a luz de Deus, na qual os videntes se reveem «mais claramente que nos vemos no melhor dos espelhos». Na experiência mistagógica da luz que emana das mãos da Senhora, os pequenos pastores são preenchidos por uma presença que se grava indelevelmente no seu íntimo e os sagra testemunhas proféticas da misericórdia de Deus que, desde o fim da história, ilumina o enredo do drama humano.

O segredo que em Fátima se dá é precisamente revelação do mistério humano à luz de Deus. Nas imagens que se sucedem no olhar de Jacinta, Francisco e Lúcia, oferece-se a síntese do drama difícil da liberdade humana. A visão do inferno é memorial de que a história se abre sobre outros horizontes, mais definitivos do que o imediato, e que Deus anseia tanto por esse encontro escatológico em que a pessoa é recuperada para o amor quanto preza a sua liberdade. Assim também, a visão da Igreja mártir – que, encabeçada pelo bispo vestido de branco, atravessa as ruínas da grande cidade, carregando o seu sofrimento e a sua oração, para se prostrar, por fim, diante da Cruz – evoca uma história humana sufocada nas ruínas dos seus confrontos e dos seus egoísmos, e uma Igreja que carrega essas ruínas, qual via crucis, para se entregar finalmente a Deus em dom total, diante da Cruz – símbolo do dom total do próprio Deus. Essa Igreja é semente de um outro jeito de vida cheio de graça, à imagem do Coração Imaculado de Maria. O coração daquele que se consagra a Deus é imaculado pela sua misericórdia e, por ela, ungido em missão. O segredo que em Fátima se dá é revelação da confiança de que, por fim, este Coração Imaculado cheio de graça triunfará.

O jeito crente do Coração Imaculado oferece-se como oração e como sacrifício.

A Senhora do Rosário convoca insistentemente os videntes à oração, esse lugar de encontro em que se enraizará a sua intimidade com Deus. Os traços concretos da oração pedida em Fátima são os do rosário, recordado pela Senhora em cada uma das seis aparições, sob o signo da urgência. Nesta pedagogia humilde da fé orante, o crente é convocado a acolher os mistérios do dom maior do Cristo no seu coração e a deixar-se interpelar pelo seu amor que redime as feridas da liberdade humana. Que o rosário seja apontado como caminho para a paz é sinal de que o acolhimento do Verbo enche de graça o coração humano, cativo do egoísmo e da violência, e pacifica a história com a coragem dos humildes.

A intimidade com Deus transforma a vida em sacrifício pelos irmãos, particularmente aqueles sobre quem recai o olhar compassivo de Deus. O dom de si, eis o que significa o sacrifício. Amado como filho, o coração humano renova-se à imagem do Pai e assume toda a sua paixão pela humanidade. Face aos dramas do mundo, a liberdade centrada em Deus implica-se nos seus desígnios de misericórdia que abarcam cada mulher, cada homem, na missão reconciliadora do Filho de reunir a todos num só redil (Jo 10,16). Na gramática difícil do sacrifício, a vida é corajosamente assumida na sua verdade e a liberdade é polida para o dom de si.

Como que na transparência deste dom de si pelos outros, brota o convite à consolação do Deus de toda a consolação (2Cor 1,3). No desconcerto deste convite se manifesta a verdadeira amizade com Deus. O olhar do íntimo de Deus encontra a sua tristeza face aos vazios de amor dos dramas da história e das liberdades humanas, e deixa-se comover, para logo desejar consolar o próprio Deus.

No último encontro com a Senhora do Rosário, em outubro, a esperança na promessa do triunfo do Coração cheio de graça é selada com a bênção do Cristo.

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«Graça e Misericórdia.»

O acontecimento de Fátima transborda as fronteiras da Cova da Iria. A palavra conclusiva deste acontecimento é oferecida em Pontevedra e Tuy à vidente Lúcia, entre 1925 e 1929. O Coração Imaculado de Maria, que se oferecera já como «refúgio e caminho que conduz até Deus», dá-se, ainda uma vez, como regaço materno disposto a acolher os dramas da história dos homens e dos homens da história que a ele se consagrem e para os confiar ao Coração misericordioso de Deus. O Coração da Imaculada figura a vocação de cada mulher, de cada homem, desde sempre sonhados para a graça. A consagração a este Coração cheio de graça afirma a certeza de que a vocação do homem é a vida plena em Deus. Para esse horizonte aponta também o âmago do pedido da comunhão reparadora nos primeiros sábados. Esses sabath, dias consagrados ao encontro com Deus, são imagem de uma vida toda a ele consagrada.

No final, tudo é «Graça e Misericórdia». O mistério da comunhão trinitária, luz que perpassa todo o acontecimento de Fátima, revela-se, ainda uma vez, para recordar que o Coração compassivo de Deus se faz dom. Que o testemunho frágil de três crianças de uma aldeia remota da Serra d’Aire promova, até aos confins da terra, o encontro com essa luz do coração misericordioso de Deus é apenas sinal, confirmado também na Cova da Iria, de que a história definitiva se constrói com a força de Deus operando na disponibilidade dos humildes.

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Conferência da Família Franciscana do Brasil

Sábado, 16 Abril 2016 13:07

Conferência da Família Franciscana do Brasil lança nota sobre a situação política brasileira

 

A Conferência da Família Franciscana do Brasil – CFFB reafirma sua posição em defesa do Estado Democrático de Direito. Nesse domingo, dia 17, será votado na Câmara dos Deputados o processo de impeachment da Presidenta da Republica. Precisamos ter clareza e serenidade no debate para não cometermos um grave erro.

A corrupção não é um fato novo na história do Brasil e deve ser combatida vigorosamente. Contudo, medidas arbitrárias sem imparcialidade, como as ações coercitivas em relação aos investigados, pedidos de prisão preventiva sem fundamentos jurídicos adequados e a relativização da presunção de inocência atentam contra o Estado de Direito. Deve-se garantir aos acusados a ampla defesa e julgamento justo sem sofrerem coações, ameaças e condenações antecipadas pela mídia.

A judicialização da política, a partidarização da justiça em aliança com a grande Mídia vai contra os princípios democráticos. Os vazamentos seletivos, diuturnamente espetacularizados pelo noticiário, de testemunhos, investigações e delações, visam acuar instituições, destruir reputações, interferir no debate político e criar um clima de hostilização e de convencimento na opinião pública, para se obter uma unanimidade, a da necessidade do impeachment.

O clima de intolerância e ódio no debate político que essa operação vem alimentando, encontrou lastro, infelizmente, numa cultura de violência ainda entranhada em nossa sociedade, que perpetua uma ordem social de profundas desigualdades. Os sinais estão aí, dentre eles, o espancamento de pessoas nas ruas, o assassinato de trabalhadores sem-terra no Paraná e de agricultor na Paraíba.

Diante deste quadro, a CFFB se soma à CNBB, pastorais, aos movimentos sociais, organizações de base, sindicatos, artistas, intelectuais que defendem a democracia, conquistada no Brasil com uma longa e intensa luta social e política. Acreditamos que só a democracia, o respeito e o estimulo à participação ativa da cidadania poderão fazer frente às injustiças e desigualdades que ainda marcam nossa sociedade. Em sintonia com o Papa Francisco e com a tradição franciscana, de compromisso com a construção de um mundo de paz e justiça, nos comprometemos ativamente com a defesa da ordem democrática no Brasil.

 

Brasília, 14 de abril de 2016

Conselho Diretor

Excursão: Para Canção nova é aqui!

Excursão: Para Canção nova é aqui!

Comunidade são Francisco de Assis,

Saída dia 12/11/2016 as 13:00 de fronte a Comunidade São Francisco  com retorno no dia 15/11/2016 (44) 9831-0033 / 9868-6342 / 3522-7978

Obs. O valor integral de R$ 500,00 ou em 5 x 100  é cobrado taxa de hospedagem café da manhã almoço jantar e transporte,
e no dia 13/11/2016 Café e almoço por conta do peregrino, E o jantar já esta incluso no valor pago.

COMUNICADO

COMUNICADO

A comunidade de Aliança e Vida São Francisco de Assis
Vem por esta pagina comunicar a venda da propriedade onde a mesma se localiza. Rua Paulo Kato nº 1125 e a casa do irmão João, que se localiza no bairro de Jaracatiá  Rua Rio grande do sul nº 60. Valores a combinar. Interessados entrar em contato pelo fone: 9901-4305  /  9831-0033
Motivo: aquisição de um terreno maior para a construção da comunidade visando um espaço maior para atender as nossas necessidades.
Futura instalação da comunidade veja no, Link: ABAIXO.www.fernandorogerio.com.br Fundadora: Adelina Santana de Castro

 

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2016

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2016

“Prefiro a misericórdia  ao  sacrifício” (Mt 9, 13).

As obras de misericórdia no caminho jubilar

1. Maria, ícone duma Igreja que evangeliza porque evangelizada

Na Bula de proclamação do Jubileu, fiz o convite para que «a Quaresma deste Ano Jubilar seja vivida mais intensamente como tempo forte para celebrar e experimentar a misericórdia de Deus» (Misericordiӕ Vultus, 17). Com o apelo à escuta da Palavra de Deus e à iniciativa «24 horas para o Senhor», quis sublinhar a primazia da escuta orante da Palavra, especialmente a palavra profética. Com efeito, a misericórdia de Deus é um anúncio ao mundo; mas cada cristão é chamado a fazer pessoalmente experiência de tal anúncio. Por isso, no tempo da Quaresma, enviarei os Missionários da Misericórdia a fim de serem, para todos, um sinal concreto da proximidade e do perdão de Deus.

Maria, por ter acolhido a Boa Notícia que Lhe fora dada pelo arcanjo Gabriel, canta profeticamente, no Magnificat, a misericórdia com que Deus A predestinou. Deste modo a Virgem de Nazaré, prometida esposa de José, torna-se o ícone perfeito da Igreja que evangeliza porque foi e continua a ser evangelizada por obra do Espírito Santo, que fecundou o seu ventre virginal. Com efeito, na tradição profética, a misericórdia aparece estreitamente ligada – mesmo etimologicamente – com as vísceras maternas (rahamim) e com uma bondade generosa, fiel e compassiva (hesed) que se vive no âmbito das relações conjugais e parentais.

2. A aliança de Deus com os homens: uma história de misericórdia

O mistério da misericórdia divina desvenda-se no decurso da história da aliança entre Deus e o seu povo Israel. Na realidade, Deus mostra-Se sempre rico de misericórdia, pronto em qualquer circunstância a derramar sobre o seu povo uma ternura e uma compaixão viscerais, sobretudo nos momentos mais dramáticos quando a infidelidade quebra o vínculo do Pacto e se requer que a aliança seja ratificada de maneira mais estável na justiça e na verdade. Encontramo-nos aqui perante um verdadeiro e próprio drama de amor, no qual Deus desempenha o papel de pai e marido traído, enquanto Israel desempenha o de filho/filha e esposa infiéis. São precisamente as imagens familiares – como no caso de Oseias (cf. Os 1-2) – que melhor exprimem até que ponto Deus quer ligar-Se ao seu povo.

Este drama de amor alcança o seu ápice no Filho feito homem. N’Ele, Deus derrama a sua misericórdia sem limites até ao ponto de fazer d’Ele a Misericórdia encarnada (cf. Misericordiӕ Vultus, 8). Na realidade, Jesus de Nazaré enquanto homem é, para todos os efeitos, filho de Israel. E é-o ao ponto de encarnar aquela escuta perfeita de Deus que se exige a cada judeu pelo Shemà, fulcro ainda hoje da aliança de Deus com Israel: «Escuta, Israel! O Senhor é nosso Deus; o Senhor é único! Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças» (Dt 6, 4-5). O Filho de Deus é o Esposo que tudo faz para ganhar o amor da sua Esposa, à qual O liga o seu amor incondicional que se torna visível nas núpcias eternas com ela.

Este é o coração pulsante do querigma apostólico, no qual ocupa um lugar central e fundamental a misericórdia divina. Nele sobressai «a beleza do amor salvífico de Deus manifestado em Jesus Cristo morto e ressuscitado» (Evangelii gaudium, 36), aquele primeiro anúncio que «sempre se tem de voltar a ouvir de diferentes maneiras e aquele que sempre se tem de voltar a anunciar, duma forma ou doutra, durante a catequese» (Ibid., 164). Então a Misericórdia «exprime o comportamento de Deus para com o pecador, oferecendo-lhe uma nova possibilidade de se arrepender, converter e acreditar» (Misericordiӕ Vultus, 21), restabelecendo precisamente assim a relação com Ele. E, em Jesus crucificado, Deus chega ao ponto de querer alcançar o pecador no seu afastamento mais extremo, precisamente lá onde ele se perdeu e afastou d’Ele. E faz isto na esperança de assim poder finalmente comover o coração endurecido da sua Esposa.

3. As obras de misericórdia

A misericórdia de Deus transforma o coração do homem e faz-lhe experimentar um amor fiel, tornando-o assim, por sua vez, capaz de misericórdia. É um milagre sempre novo que a misericórdia divina possa irradiar-se na vida de cada um de nós, estimulando-nos ao amor do próximo e animando aquilo que a tradição da Igreja chama as obras de misericórdia corporal e espiritual. Estas recordam-nos que a nossa fé se traduz em actos concretos e quotidianos, destinados a ajudar o nosso próximo no corpo e no espírito e sobre os quais havemos de ser julgados: alimentá-lo, visitá-lo, confortá-lo, educá-lo. Por isso, expressei o desejo de que «o povo cristão reflicta, durante o Jubileu, sobre as obras de misericórdia corporal e espiritual. Será uma maneira de acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina» (Ibid., 15). Realmente, no pobre, a carne de Cristo «torna-se de novo visível como corpo martirizado, chagado, flagelado, desnutrido, em fuga… a fim de ser reconhecido, tocado e assistido cuidadosamente por nós» (Ibid., 15). É o mistério inaudito e escandaloso do prolongamento na história do sofrimento do Cordeiro Inocente, sarça ardente de amor gratuito na presença da qual podemos apenas, como Moisés, tirar as sandálias (cf. Ex 3, 5); e mais ainda, quando o pobre é o irmão ou a irmã em Cristo que sofre por causa da sua fé.

Diante deste amor forte como a morte (cf. Ct 8, 6), fica patente como o pobre mais miserável seja aquele que não aceita reconhecer-se como tal. Pensa que é rico, mas na realidade é o mais pobre dos pobres. E isto porque é escravo do pecado, que o leva a utilizar riqueza e poder, não para servir a Deus e aos outros, mas para sufocar em si mesmo a consciência profunda de ser, ele também, nada mais que um pobre mendigo. E quanto maior for o poder e a riqueza à sua disposição, tanto maior pode tornar-se esta cegueira mentirosa. Chega ao ponto de não querer ver sequer o pobre Lázaro que mendiga à porta da sua casa (cf. Lc 16, 20-21), sendo este figura de Cristo que, nos pobres, mendiga a nossa conversão. Lázaro é a possibilidade de conversão que Deus nos oferece e talvez não vejamos. E esta cegueira está acompanhada por um soberbo delírio de omnipotência, no qual ressoa sinistramente aquele demoníaco «sereis como Deus» (Gn 3, 5) que é a raiz de qualquer pecado. Tal delírio pode assumir também formas sociais e políticas, como mostraram os totalitarismos do século XX e mostram hoje as ideologias do pensamento único e da tecnociência que pretendem tornar Deus irrelevante e reduzir o homem a massa possível de instrumentalizar. E podem actualmente mostrá-lo também as estruturas de pecado ligadas a um modelo de falso desenvolvimento fundado na idolatria do dinheiro, que torna indiferentes ao destino dos pobres as pessoas e as sociedades mais ricas, que lhes fecham as portas recusando-se até mesmo a vê-los.

Portanto a Quaresma deste Ano Jubilar é um tempo favorável para todos poderem, finalmente, sair da própria alienação existencial, graças à escuta da Palavra e às obras de misericórdia. Se, por meio das obras corporais, tocamos a carne de Cristo nos irmãos e irmãs necessitados de ser nutridos, vestidos, alojados, visitados, as obras espirituais tocam mais directamente o nosso ser de pecadores: aconselhar, ensinar, perdoar, admoestar, rezar. Por isso, as obras corporais e as espirituais nunca devem ser separadas. Com efeito, é precisamente tocando, no miserável, a carne de Jesus crucificado que o pecador pode receber, em dom, a consciência de ser ele próprio um pobre mendigo. Por esta estrada, também os «soberbos», os «poderosos» e os «ricos», de que fala o Magnificat, têm a possibilidade de aperceber-se que são, imerecidamente, amados pelo Crucificado, morto e ressuscitado também por eles. Somente neste amor temos a resposta àquela sede de felicidade e amor infinitos que o homem se ilude de poder colmar mediante os ídolos do saber, do poder e do possuir. Mas permanece sempre o perigo de que os soberbos, os ricos e os poderosos – por causa de um fechamento cada vez mais hermético a Cristo, que, no pobre, continua a bater à porta do seu coração – acabem por se condenar precipitando-se eles mesmos naquele abismo eterno de solidão que é o inferno. Por isso, eis que ressoam de novo para eles, como para todos nós, as palavras veementes de Abraão: «Têm Moisés e o Profetas; que os oiçam!» (Lc 16, 29). Esta escuta activa preparar-nos-á da melhor maneira para festejar a vitória definitiva sobre o pecado e a morte conquistada pelo Esposo já ressuscitado, que deseja purificar a sua prometida Esposa, na expectativa da sua vinda.

Não percamos este tempo de Quaresma favorável à conversão! Pedimo-lo pela intercessão materna da Virgem Maria, a primeira que, diante da grandeza da misericórdia divina que Lhe foi concedida gratuitamente, reconheceu a sua pequenez (cf. Lc 1, 48), confessando-Se a humilde serva do Senhor (cf. Lc 1, 38).