Arquivo da categoria: Notícias

Tríduo 2018

A comunidade São Francisco de Assis está completando 13 anos, e convida você a participar dos 3 dias de oração, venham celebrar conosco e receber as bênçãos de Deus e a intercessão de São Francisco de Assis, para você e sua família.

Início nos dias 04,05 e 06 de Janeiro.

Local: Comunidade São Francisco de Assis

Rua Paulo Kato nº 1.125

Todos os dias iniciará com o santo terço as 19h30min.

1º Dia
Tema:
O chamado
Celebrante: Diácono José António de goioerê

2º Dia
Tema: A experiência
Celebrante:
Frei Luiz Fernando de Cruzeiro do Oeste

3º Dia
Tema: Nivelar-se com os que sofrem
Celebrante:
Diácono Valdecir de Moreira Sales

Projeto Telha Viva!

Extensão da Comunidade São Francisco de Assis

Projeto Telha Viva!

O Projeto Telha Viva é um passo grandioso que a Associação São Francisco de Assis está dando para o anúncio do Reino de Deus. Com o desejo de se concretizar, estamos pedindo a sua colaboração nesta obra de misericórdia. 

Você aceita fazer parte desta obra?  

O convite é destinado a todas as pessoas que possam e queira doar, desde uma telha, um saco de cimento, tijolos, vale (construção)… Enfim, tudo que possa ajudar a realizar esta obra de amor.

O destino destes materiais será para a construção da primeira casa, no distrito de Jaracatiá, em terreno próprio,  direcionada a uma das famílias que fazem o caminho de aliança e vida nesta comunidade.  Com a graça de Deus e sua ajuda, após a conclusão desta virão outras, bem como a construção de 01 (um) salão/capela para evangelização, retiros e formação espiritual.

Somos chamados ao anúncio e a prática da Palavra, a dar a Deus aquilo que é de grande valor a Ele, buscar e salvar almas, em todas as circunstâncias. O Evangelho de São Mateus 22, 18-22 nos diz: Somos chamados a dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, pois, Deus é tudo, Ele é o tudo, por isso, amados irmãos em Deus, esta entidade estende as mãos a você, pedindo a sua colaboração, contando com a sua solidariedade.

 Agradecemos o seu apoio e aguardamos seu contato.

Desde já o nosso muito obrigado! E rogamos a Deus abençoar sua vida e de seus familiar

  Comunidade de Aliança e Vida São Francisco de Assis

 

20160604_084856

20160604_090056 20160604_090130 20160604_113939

20160331_164104 20160407_141211 20160407_154242 20160407_154249 20160408_103701 20160408_103712 20160408_140347 20160408_140350 20160408_140443 20160408_142900 20160408_142903 20160412_172623 20160427_100835 20160427_100851 20160427_100856

20160323_085644 20160323_084725 20160323_084716 20160323_084227 20160323_093144 20160323_093141 20160323_153655 20160323_151057 20160323_151055 20160322_165013 20160322_165007 20160322_164702 20160322_164657 20160322_085433 20160322_085424 20160322_085413 20160321_153649 20160321_153614 20160321_153617 20160321_153605 20160321_090229 20160315_150159 20160315_150156 20160315_150146 20160314_154314 20160314_154214 20160314_154203 20160314_153107 20160314_153017 20160314_152457 20160314_152406 20160304_165930 20160304_165920 20160304_165403 20160304_163906 20160304_162825 20160304_162712 20160304_162539 20160304_161215 20160304_161154 20160304_155714 20160304_154030 20160304_153927 20160304_153916 20160304_153823 20160304_153611 20160304_153310 20160304_153252 20160304_153244

 

Excursão: Para Canção nova é aqui!

Excursão: Para Canção nova é aqui!

Comunidade são Francisco de Assis,

Saída dia 12/11/2016 as 13:00 de fronte a Comunidade São Francisco  com retorno no dia 15/11/2016 (44) 9831-0033 / 9868-6342 / 3522-7978

Obs. O valor integral de R$ 500,00 ou em 5 x 100  é cobrado taxa de hospedagem café da manhã almoço jantar e transporte,
e no dia 13/11/2016 Café e almoço por conta do peregrino, E o jantar já esta incluso no valor pago.

COMUNICADO

COMUNICADO

A comunidade de Aliança e Vida São Francisco de Assis
Vem por esta pagina comunicar a venda da propriedade onde a mesma se localiza. Rua Paulo Kato nº 1125 e a casa do irmão João, que se localiza no bairro de Jaracatiá  Rua Rio grande do sul nº 60. Valores a combinar. Interessados entrar em contato pelo fone: 9901-4305  /  9831-0033
Motivo: aquisição de um terreno maior para a construção da comunidade visando um espaço maior para atender as nossas necessidades.
Futura instalação da comunidade veja no, Link: ABAIXO.www.fernandorogerio.com.br Fundadora: Adelina Santana de Castro

 

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2016

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2016

“Prefiro a misericórdia  ao  sacrifício” (Mt 9, 13).

As obras de misericórdia no caminho jubilar

1. Maria, ícone duma Igreja que evangeliza porque evangelizada

Na Bula de proclamação do Jubileu, fiz o convite para que «a Quaresma deste Ano Jubilar seja vivida mais intensamente como tempo forte para celebrar e experimentar a misericórdia de Deus» (Misericordiӕ Vultus, 17). Com o apelo à escuta da Palavra de Deus e à iniciativa «24 horas para o Senhor», quis sublinhar a primazia da escuta orante da Palavra, especialmente a palavra profética. Com efeito, a misericórdia de Deus é um anúncio ao mundo; mas cada cristão é chamado a fazer pessoalmente experiência de tal anúncio. Por isso, no tempo da Quaresma, enviarei os Missionários da Misericórdia a fim de serem, para todos, um sinal concreto da proximidade e do perdão de Deus.

Maria, por ter acolhido a Boa Notícia que Lhe fora dada pelo arcanjo Gabriel, canta profeticamente, no Magnificat, a misericórdia com que Deus A predestinou. Deste modo a Virgem de Nazaré, prometida esposa de José, torna-se o ícone perfeito da Igreja que evangeliza porque foi e continua a ser evangelizada por obra do Espírito Santo, que fecundou o seu ventre virginal. Com efeito, na tradição profética, a misericórdia aparece estreitamente ligada – mesmo etimologicamente – com as vísceras maternas (rahamim) e com uma bondade generosa, fiel e compassiva (hesed) que se vive no âmbito das relações conjugais e parentais.

2. A aliança de Deus com os homens: uma história de misericórdia

O mistério da misericórdia divina desvenda-se no decurso da história da aliança entre Deus e o seu povo Israel. Na realidade, Deus mostra-Se sempre rico de misericórdia, pronto em qualquer circunstância a derramar sobre o seu povo uma ternura e uma compaixão viscerais, sobretudo nos momentos mais dramáticos quando a infidelidade quebra o vínculo do Pacto e se requer que a aliança seja ratificada de maneira mais estável na justiça e na verdade. Encontramo-nos aqui perante um verdadeiro e próprio drama de amor, no qual Deus desempenha o papel de pai e marido traído, enquanto Israel desempenha o de filho/filha e esposa infiéis. São precisamente as imagens familiares – como no caso de Oseias (cf. Os 1-2) – que melhor exprimem até que ponto Deus quer ligar-Se ao seu povo.

Este drama de amor alcança o seu ápice no Filho feito homem. N’Ele, Deus derrama a sua misericórdia sem limites até ao ponto de fazer d’Ele a Misericórdia encarnada (cf. Misericordiӕ Vultus, 8). Na realidade, Jesus de Nazaré enquanto homem é, para todos os efeitos, filho de Israel. E é-o ao ponto de encarnar aquela escuta perfeita de Deus que se exige a cada judeu pelo Shemà, fulcro ainda hoje da aliança de Deus com Israel: «Escuta, Israel! O Senhor é nosso Deus; o Senhor é único! Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças» (Dt 6, 4-5). O Filho de Deus é o Esposo que tudo faz para ganhar o amor da sua Esposa, à qual O liga o seu amor incondicional que se torna visível nas núpcias eternas com ela.

Este é o coração pulsante do querigma apostólico, no qual ocupa um lugar central e fundamental a misericórdia divina. Nele sobressai «a beleza do amor salvífico de Deus manifestado em Jesus Cristo morto e ressuscitado» (Evangelii gaudium, 36), aquele primeiro anúncio que «sempre se tem de voltar a ouvir de diferentes maneiras e aquele que sempre se tem de voltar a anunciar, duma forma ou doutra, durante a catequese» (Ibid., 164). Então a Misericórdia «exprime o comportamento de Deus para com o pecador, oferecendo-lhe uma nova possibilidade de se arrepender, converter e acreditar» (Misericordiӕ Vultus, 21), restabelecendo precisamente assim a relação com Ele. E, em Jesus crucificado, Deus chega ao ponto de querer alcançar o pecador no seu afastamento mais extremo, precisamente lá onde ele se perdeu e afastou d’Ele. E faz isto na esperança de assim poder finalmente comover o coração endurecido da sua Esposa.

3. As obras de misericórdia

A misericórdia de Deus transforma o coração do homem e faz-lhe experimentar um amor fiel, tornando-o assim, por sua vez, capaz de misericórdia. É um milagre sempre novo que a misericórdia divina possa irradiar-se na vida de cada um de nós, estimulando-nos ao amor do próximo e animando aquilo que a tradição da Igreja chama as obras de misericórdia corporal e espiritual. Estas recordam-nos que a nossa fé se traduz em actos concretos e quotidianos, destinados a ajudar o nosso próximo no corpo e no espírito e sobre os quais havemos de ser julgados: alimentá-lo, visitá-lo, confortá-lo, educá-lo. Por isso, expressei o desejo de que «o povo cristão reflicta, durante o Jubileu, sobre as obras de misericórdia corporal e espiritual. Será uma maneira de acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina» (Ibid., 15). Realmente, no pobre, a carne de Cristo «torna-se de novo visível como corpo martirizado, chagado, flagelado, desnutrido, em fuga… a fim de ser reconhecido, tocado e assistido cuidadosamente por nós» (Ibid., 15). É o mistério inaudito e escandaloso do prolongamento na história do sofrimento do Cordeiro Inocente, sarça ardente de amor gratuito na presença da qual podemos apenas, como Moisés, tirar as sandálias (cf. Ex 3, 5); e mais ainda, quando o pobre é o irmão ou a irmã em Cristo que sofre por causa da sua fé.

Diante deste amor forte como a morte (cf. Ct 8, 6), fica patente como o pobre mais miserável seja aquele que não aceita reconhecer-se como tal. Pensa que é rico, mas na realidade é o mais pobre dos pobres. E isto porque é escravo do pecado, que o leva a utilizar riqueza e poder, não para servir a Deus e aos outros, mas para sufocar em si mesmo a consciência profunda de ser, ele também, nada mais que um pobre mendigo. E quanto maior for o poder e a riqueza à sua disposição, tanto maior pode tornar-se esta cegueira mentirosa. Chega ao ponto de não querer ver sequer o pobre Lázaro que mendiga à porta da sua casa (cf. Lc 16, 20-21), sendo este figura de Cristo que, nos pobres, mendiga a nossa conversão. Lázaro é a possibilidade de conversão que Deus nos oferece e talvez não vejamos. E esta cegueira está acompanhada por um soberbo delírio de omnipotência, no qual ressoa sinistramente aquele demoníaco «sereis como Deus» (Gn 3, 5) que é a raiz de qualquer pecado. Tal delírio pode assumir também formas sociais e políticas, como mostraram os totalitarismos do século XX e mostram hoje as ideologias do pensamento único e da tecnociência que pretendem tornar Deus irrelevante e reduzir o homem a massa possível de instrumentalizar. E podem actualmente mostrá-lo também as estruturas de pecado ligadas a um modelo de falso desenvolvimento fundado na idolatria do dinheiro, que torna indiferentes ao destino dos pobres as pessoas e as sociedades mais ricas, que lhes fecham as portas recusando-se até mesmo a vê-los.

Portanto a Quaresma deste Ano Jubilar é um tempo favorável para todos poderem, finalmente, sair da própria alienação existencial, graças à escuta da Palavra e às obras de misericórdia. Se, por meio das obras corporais, tocamos a carne de Cristo nos irmãos e irmãs necessitados de ser nutridos, vestidos, alojados, visitados, as obras espirituais tocam mais directamente o nosso ser de pecadores: aconselhar, ensinar, perdoar, admoestar, rezar. Por isso, as obras corporais e as espirituais nunca devem ser separadas. Com efeito, é precisamente tocando, no miserável, a carne de Jesus crucificado que o pecador pode receber, em dom, a consciência de ser ele próprio um pobre mendigo. Por esta estrada, também os «soberbos», os «poderosos» e os «ricos», de que fala o Magnificat, têm a possibilidade de aperceber-se que são, imerecidamente, amados pelo Crucificado, morto e ressuscitado também por eles. Somente neste amor temos a resposta àquela sede de felicidade e amor infinitos que o homem se ilude de poder colmar mediante os ídolos do saber, do poder e do possuir. Mas permanece sempre o perigo de que os soberbos, os ricos e os poderosos – por causa de um fechamento cada vez mais hermético a Cristo, que, no pobre, continua a bater à porta do seu coração – acabem por se condenar precipitando-se eles mesmos naquele abismo eterno de solidão que é o inferno. Por isso, eis que ressoam de novo para eles, como para todos nós, as palavras veementes de Abraão: «Têm Moisés e o Profetas; que os oiçam!» (Lc 16, 29). Esta escuta activa preparar-nos-á da melhor maneira para festejar a vitória definitiva sobre o pecado e a morte conquistada pelo Esposo já ressuscitado, que deseja purificar a sua prometida Esposa, na expectativa da sua vinda.

Não percamos este tempo de Quaresma favorável à conversão! Pedimo-lo pela intercessão materna da Virgem Maria, a primeira que, diante da grandeza da misericórdia divina que Lhe foi concedida gratuitamente, reconheceu a sua pequenez (cf. Lc 1, 48), confessando-Se a humilde serva do Senhor (cf. Lc 1, 38).

Palavra da Fundadora

 

Palavra da Fundadora

Como já dizia o Padre Kentenich: “O  Espírito Santo  deve realizar em nós  uma libertação total e uma transformação em Cristo”. Seguindo sua colocação devemos deixar o Espírito Santo nos conduzir. Dessa forma colheremos frutos, pois somente Jesus Cristo pode fazer em cada um de nós a verdadeira transformação. A Palavra de Deus diz que o Espírito sopra onde Ele quer, assim, temos a certeza que Deus sopra sobre esta comunidade Franciscana o Espírito de amor.

Há uma década as promessas de Deus se cumprem no dia a dia nesta comunidade de amor, nas adversidades e alegrias, lutas e sofrimentos, porém, na certeza de grandes vitórias. Somos pequenos e poucos, no entanto, contamos com uma multidão de pessoas que ao nosso lado seguem e abrem suas mãos generosas para nos animar e impulsionar a continuar cumprindo a “missão” nas tarefas diárias, sob o olhar caridoso de Deus/Pai.

A Palavra de Deus caminha com a família franciscana no cotidiano. O Senhor diz: “Vem e Segue-me”, a expressão “Segue-me” nos incentiva a uma busca constante e profunda aos pobres e excluídos que vivem em nosso meio, criando laços profundos de amizade, ternura e de misericórdia junto àqueles esquecidos pela sociedade.

A Comunidade de Vida da 3ª ordem (Comunidade de Aliança e Vida São Francisco de Assis)  se alegra por muitas  vidas que foram  resgatadas pelo acompanhamento de seus membros,  devolvendo a elas a alegria do reencontro com Deus. Por isso, queremos elevar nossas mãos a Ele e dirigir-lhe uma prece por esse tempo de graças concedidas aos membros desta Família Franciscana.

Lema desta comunidade: “A oração verdadeira é perseverar, custe o que custar”.

Fundadora:  Adelina Santana de Castro

Apresentação:

A Comunidade de Aliança e Vida São Francisco de Assis é uma entidade sem fins lucrativos, nascida para cuidar das famílias, gestantes, crianças, idosos e pessoas que passam por necessidades básicas para sua sobrevivência (alimentos e cuidados físicos), e contribui com a formação espiritual através do atendimento às crianças na catequese, acompanhamento às famílias e grupo de oração.

Essas ações são motivo de agradecimentos e orgulho no serviço desenvolvido, pois, ajuda a despertar a autoestima e impulsiona as pessoas a acreditarem nos valores humanos e na melhoria da vida de todos.

Palavra do Bispo

Palavra do Bispo
A Palavra
Fevereiro 2016 01/02/2016
Queridos irmãos e irmãs;

Graça e paz, da parte de Deus nosso Pai,

e de Jesus Cristo, Nosso Senhor!

1. Transcorridos os dias do Natal do Senhor e o merecido descanso no tempo das férias, somos agora chamados à retomada dos trabalhos pastorais. Todo recomeço é constituído por dupla realidade. Em primeiro lugar vem marcado pelo caminho já percorrido. Como Igreja diocesana, situada na grande caminhada da Igreja universal, possuímos a bela história de fé da qual somos parte. Assim sendo, sob a guia do Espírito Santo, devemos ser gratos a Deus pelo que já vivemos enquanto comunidade de fé, aprender com o passado, beber nas fontes do Evangelho e sentirmo-nos herdeiros da bela Tradição religiosa, que fez e faz história em nossa querida Diocese de Campo Mourão.

2. Além de reconhecer o caminho já trilhado como Igreja, o recomeço das atividades pastorais nos move a olhar adiante. Descobrir no prosseguimento do empenho pastoral, expressão concreta da perseverança na adesão a Cristo, que nos deseja sempre e cada vez mais unidos a Si. Agindo assim, estaremos assumindo a condição de discípulos-missionários sob o protagonismo do Espírito Santo, que é força motriz ao anúncio da Palavra, e divino agente no processo de conversão. Com entusiasmo renovado, certos de que por Cristo somos chamados, empenhemo-nos sem reservas na missão evangelizadora, tanto em nível paroquial, quanto decanal e diocesano.

3. Além do empenho oferecido, deixemo-nos entusiasmar pela causa do Evangelho. Entusiasmar-se significa entrelaçar ação e alegria. Papa Francisco tem insistido muito sobre o tema da alegria cristã, reafirmando sempre que o encontro com Cristo produz a verdadeira alegria. Alegria que não tem sua fonte na transitoriedade do mundo, mas se origina no horizonte da eternidade, dos bens que não passam. Façamos da nossa ação pastoral e da nossa condição batismal, anúncio perene da alegria capaz de transmitir convicção, e despertar os corações endurecidos ao valor da vivência comunitária da fé, no seio da Igreja que nos acolhe como mestra e nos amamenta como mãe.

4. Vivenciamos o Jubileu Extraordinário da Misericórdia. Tempo oportuno ao renovado despertar espiritual de cada cristão em particular, e da Igreja em sua totalidade. Trilhando a senda da Misericórdia, potencializaremos a capacidade de acolher o semelhante, porque teremos feito a experiência de sermos acolhidos por Deus. Nesse sentido, maior abertura do coração àqueles que sofrem; compaixão com largueza para com os que perderam a fé, e, por conseguinte, veem desaparecer a alegria de viver; confiança decidida na promessa de Jesus, “eis que estarei convosco todos os dias…” (Mt 28,20).

5. Por tudo isso, peço aos agentes de pastorais e movimentos, sobretudo aos coordenadores, o afinco necessário para o bom andamento das atividades que dão ritmo à vida eclesial diocesana. Aos coordenadores de forma especial, solicito que abracem de fato sua missão de animadores da comunidade ou pequeno grupo. O animador deve ser o primeiro entusiasta, como nas primeiras comunidades cristãs, portador de sensibilidade que aproxima as pessoas, e responsabilidade que as ajude a descobrir o caminho a seguir. Ser coordenador é exercitar a “Mística da Comunhão”, pois é sua missão ser elo entre os diversos membros do grupo, pastoral ou movimento. Elo que possibilite a fluência dos trabalhos e abra caminhos à passagem da Palavra feita carne, abra caminhos ao encontro com o Ressuscitado. Coordenar, portanto, não é privilégio. É sim oferecer aos outros o privilégio de possuir meios facilitados à fecunda vivência da fé.

6. No Jubileu da Misericórdia, os Grupos Bíblicos de Reflexão terão o Evangelho de Lucas como base para os encontros semanais. Não por acaso, o Evangelho de Lucas é também chamado “Evangelho da Misericórdia”. Com efeito, nele o evangelista destaca a face misericordiosa de Deus, revelada na palavra e nas obras do Filho. Nos 24 capítulos do texto, reluz a ação de Jesus Cristo como raiar de novidade no horizonte humano. Ação destinada a causar estupor, maravilhamento e gratidão nos que a vivenciam. Lucas interpreta a presença do Filho de Deus no mundo em chave jubilar. Em seu discurso inaugural, repetindo as palavras de Is 61,1-2, Jesus reconhece ser sua missão “anunciar um ano da graça do Senhor” (Is 61,2). “Ano da graça do Senhor”, assim eram chamados os jubileus no Antigo Testamento, expressão conservada pela Igreja ao repropor a prática do jubileu em linguagem cristã. Aprofundemos o significado da misericórdia em Lucas, para bem vivê-la na experiência pessoal e celebrá-la com os irmãos na vida cotidiana. De fato, todo gesto autenticamente cristão de amor, caridade, responsabilidade religiosa e fidelidade a Cristo, é celebração da misericórdia operada no altar da vida de cada batizado.

7. Outro importante momento que viveremos em 2016 se dará no mês de maio, quando da visita da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. Tal visita faz parte da preparação para os festejos alusivos aos 300 anos do encontro da pequena imagem, ocorrido em 1717. Para que a festa aconteça também em nossa Diocese, a imagem proveniente do Santuário Nacional percorrerá todas as paróquias. Em breve será publicada a programação oficial desta solene visita. Peço de antemão que nos aproximemos ainda mais da Virgem Maria, Mãe de Misericórdia. Nos momentos tristes e trágicos da história cristã, os fiéis encontraram na Virgem cheia de Graça porto seguro onde ancorar sua esperança. Aprendamos com os cristãos de outrora, confiando-nos também à proteção materna e sempre presente da Mãe de Deus.

8. Por fim, minha última palavra diz respeito à Quaresma, que se iniciará no dia 10 de fevereiro com a Quarta-Feira de Cinzas. A Campanha da Fraternidade Ecumênica, participada por denominações cristãs integrantes do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs), tem por tema: “Casa comum, nossa responsabilidade”. E por lema: “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5,24). Temática alinhada com a Encíclica Laudato sì do Papa Francisco, sobre a “Casa comum”, o meio ambiente e sua complexa situação. Quaresma é tempo de conversão e mudança de vida rumo à felicidade. Diz o hino oficial da Campanha da Fraternidade, “o saneamento de um lugar começa, por sanear o próprio coração”. Façamos isso através dos caminhos já conhecidos: Oração, Jejum e Esmola (caridade). E purificando o coração do pecado que o polui, esforcemo-nos por limpar nosso ambiente, da destruição produzida pela sociedade do descartável e do utilitário.

Desejando bom trabalho e bom ano a todos os diocesanos e pessoas de boa vontade, invoco sobre cada um a bênção de Deus, por intercessão de Nossa Senhora Aparecida e de São José, padroeiro da Diocese.

Dom Francisco Javier Delvalle Paredes
Bispo de Campo Mourão – PR